CNA discute efeitos da reforma tributária no agro na Farsul
Seminário na Farsul reúne especialistas e lideranças do agro para discutir os efeitos da reforma tributária, com participação da CNA
Seminário no RS reúne especialistas e alerta produtores sobre novas regras fiscais e período de transição.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, CNA, participou na quinta-feira (29) do seminário Reforma Tributária e o Agro, promovido pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul(Farsul). O evento reuniu especialistas para discutir os impactos da reforma tributária no setor agropecuário. Além disso, o encontro buscou orientar produtores sobre o novo cenário fiscal.
Na abertura, o presidente da Farsul, Domingos Velho, destacou a importância do debate. Segundo ele, a CNA e a Frente Parlamentar da Agropecuária, FPA, têm atuação estratégica no Congresso Nacional. Ainda de acordo com o dirigente, muitos produtores não conhecem os detalhes da reforma. Por isso, o tema exige atenção do setor.
Produtor precisa se adaptar às novas regras
O coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, alertou que o produtor deve acompanhar as mudanças. Algumas regras já estão em vigor, como o novo sistema de emissão de notas fiscais eletrônicas. Portanto, a adaptação precisa começar desde já.
Ele explicou que a reforma representa uma mudança estrutural no ambiente tributário. Além disso, apresentou o histórico da tramitação no Congresso e os próximos passos da implementação. A CNA participa do processo desde 2019. Na fase de regulamentação, a entidade apresentou dúvidas e sugestões. O objetivo é ampliar a segurança jurídica do produtor rural.
Conchon também ressaltou que o período de transição exigirá mudança de mentalidade. Nesse sentido, o domínio da legislação se torna essencial. Para apoiar os produtores, ele recomendou o curso sobre a reforma tributária oferecido pelo Senar. Da mesma forma, indicou a calculadora da reforma tributária disponibilizada pela CNA, ambos gratuitos.
Período de transição exige atenção redobrada
A secretária estadual da Fazenda do Rio Grande do Sul, Pricilla Maria Santana, também participou do seminário. Ela afirmou que 2026 será um ano decisivo de testes. Caso o produtor não domine as novas ferramentas, poderá sentir efeitos diretos no fluxo de caixa.
Segundo a secretária, a CNA teve papel relevante na defesa do setor no Congresso. No entanto, o acompanhamento das etapas infralegais continuará essencial. Especialmente no Comitê Gestor, que será responsável pela operacionalização da reforma.
Também palestraram no evento o contador e especialista em direito tributário Hugo Monteiro da Cunha Cardoso, o advogado Anderson Cardoso e o engenheiro agrônomo e administrador Sandro Al-Alam Elias.
